17 março 2014

Quando fala o coração...

 Bom dia amigos leitores


imagem google

O café está quentinho a sua espera.

Um dia desses, bem cedinho como hoje, sentei-me no cordão da calçada deixando o tempo passar.

Era uma manhã linda tipicamente primaveril. 

Naquele local, eu conseguia ouvir o som do mar e o canto dos pássaros. A cena era belíssima, o dia estava começando perfeito.

Ah, a ansiedade acelerava meu peito, olhava o celular e o tempo parecia estar congelado. Respirei fundo. 

Na sacola à minha mão estavam um guarda-chuva e um livro. O primeiro  estava ali para ser devolvido. Na noite anterior havia chovido muito e ela me emprestara seu guarda-chuva. O segundo se tratava de minha última aquisição, um livro de romance escrito pela americana Patricia Cabot chamado "A Dama da Ilha". 

Folhei algumas páginas, corri os olhos e senti, juntamente com Reilly, o peso de carregar Stuben em meio ao temporal gelado na ilha de Skye. A história, admito, me interessou de imediato, mas meu coração estava acelerado e o pensamento desviava-se na noite anterior. Aquele beijo aquecia minha alma de forma que só de lembrar eu flutuava.

Pois é ilustre leitor, quando o coração fala mais alto que os pensamentos, a magia do amor deixa a vida mais bela, mais "boba" e feliz.

Quando Brenna socou as costas de Stuben, eu ouvi um barulho, levantei a cabeça e tive a tão esperada visão. 

O portão estava sendo aberto, ela estava linda: calça jeans, tênis, camiseta amarela. Seu cabelo cacheado estava solto. Ela carregava duas sacolas que pareciam pesadas. 

Eu estava eufórico, guardei o livro. Admito que fiquei atrapalhado e quase deixei o livro cair no  chão. Me ergui rapidamente. Quando ela aproximou-se sua doce voz, ao dizer-me bom dia, entusiasmou-me e sem pestanejar, abracei-a e furtei-lhe seus lábios de imediato. Assustada, retribuiu o carinho, mas logo olhou profundamente nos olhos e perguntou-me: - Trouxe meu guarda-chuvas?

Sorri, mostrei-a o guarda-chuva. Peguei as sacolas que ela carregava, e, de mãos dadas, fomos até o ponto de ônibus. Ela estava indo trabalhar. 

O silêncio entre nós foi quebrado quando ela me agradeceu a ajuda com as sacolas. Logo o ônibus chegou e ela embarcou. 

Eu estava agitado, sentei-me um pouco no cordão da calçada. Abri o livro para ler mais um capítulo. Ao ler que Brenna golpeara Ian MacLeod, meu celular trepidou e na mensagem dizia: - Até mais tarde meu amor.

Bom, ilustre leitor, a hora está adiantada e preciso ir, quem sabe vejo ela agora cedo.

Uma boa semana e um fraterno abraço, obrigado por sua visita, até mais.

Um comentário:

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