25 julho 2014

A Inútil

Fonte da Imagem: Blog da Sandra
Olá pessoal!
Primeiro quero dizer que nosso blog tá lindo - Parabéns Van! - e para explicar que estou postando hoje porque amanhã acho que não vou ter tempo nem de passar perto do computador e estou tentando programar a postagem, mas está dando erro, então vai hoje mesmo! Bjosss para todos!


A inútil recolhe-se ao seu canto, aceitando o peso de sua insignificância.
Esconde-se entre as cobertas acolhedoras, envolve-se no abraço quente da cachorra, que não se enjoa de sua companhia.
Enfurece-se com as regras que se vê obrigada a seguir, com comparações que não deveriam ser feitas, quando se parte do princípio de que ninguém é igual a ninguém. Ainda mais ela, que não suporta a ideia de seguir na linha reta, em ordem, fazendo tudo igual.
Não quer, não faz e pronto, acabou. Se entendem, muito bem, se não entendem, seu ligeiro "sinto muito".
Foge então para seu abrigo. Este: as palavras, os escritos. A música, para aliviar a tensão e a pressão causada por palavras ruins escutadas. 
A poesia, feita de borracha para apagar ofensas e o pensamento consolador de que foi apenas um momento ruim e vai passar.
Mesmo assim, é triste saber numa explosão momentânea aquilo que se passa na cabeça dos que a cercam. Vivendo com ela por mais de 20 anos, ainda não deu para entender que não é agora que seu jeito vai mudar?
Deixe, que isso passa. Deixem que se refugie, que o coração se desaperte e que o sorriso possa outra vez se abrir. Que mais uma rachadura seja colada com alguma alegria que ainda há de aparecer.
Porque de chorar por palavras atiradas como facas, ela já está farta.

"Não aprendi ser de outro jeito e, duvido se o conseguirei ainda nesta existência." (Maria Luiza)

4 comentários:

  1. "Esconde-se entre as cobertas acolhedoras, envolve-se no abraço quente da cachorra, que não se enjoa de sua companhia."

    Vc ta me vendo ao vivo, Ju? Onde ta a câmera? Omg! rs

    Brincadeiras a parte, gêmea, sei bem o que é ouvir coisas que podem até não ser exatamente a verdade de quem as diz, mas que ainda assim não deixam de machucar e ferir. O que a gente não pode perder de vista é a nossa verdade, ninguém pode saber ou falar mais sobre ela que nós mesmos. E é dela que a gente tem que cuidar. Clarice Lispector diz algo como "cuide-se como se você fosse de vidro", e eu tenho tentado seguir esse conselho, sabe? Assim, como sua gêmea, digo o mesmo pra vc: cuide-se tb Ju! Não deixe que palavras alheias tirem o sorriso do seu rosto e a paz do seu coração!

    Beijos!

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  2. Ás vezes a gente finge que não ouve, Malu. Mas tem hora que quem diz machuca mais do que o que diz... Mas tudo bem, a gente se recupera. Tudo um dia passa, não passa? (isso me soou familiar... haha)
    Bjos Malu! Pode deixar que vou cuidar dos meus vidrinhos com todo cuidado!
    Obrigada por comentar e aconselhar sua irmã gêmea distante!

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  3. Vocês duas me arrepiam! =) Simplesmente lindas!!!!
    Ju, também conheço bem o que você diz, tem horas que a vontade é sumir. mas não dá! Então corro para meus pensamentos... rsrs

    Acho que sua câmera me fotografou também! =)
    Obrigada pelo carinho! Agradeço muito a todos vocês por este trabalho lindo que estamos fazendo! <3

    Beijinhos!

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  4. Van, esta desnaturada só viu seu comentário aqui hoje! Desculpa
    Obrigada pelos elogios!
    E quanto às semelhanças do texto, realmente, tem hora que aprece que a gente vai explodir!
    Mas temos que seguir em frente sempre, pensando que esse momento é apenas mais um obstáculo a se vencer.
    Bjos Van!
    E não tem nada que agradecer. Eu é que agradeço por fazer parte dessa maravilha de projeto.
    Bjosss

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