17 julho 2014

Café com amor 4




Magia
Por Manueli Dias


Era mais um final de tarde no coffee, algumas pessoas saiam e outras chegavam. Carol, era uma das que chegavam, era a segunda vez que ia àquele lugar. Se apaixonara pelo café de sabor e cheiro incontestável, além do ambiente agradável.

- Moça? Essa agenda é sua?!

Carol não tinha ouvido as palavras ditas de fato, e sim, o som, a vibração sonora daquela voz grave e ao mesmo tempo suave. Seus olhos encontraram-se com os dele, e ela não conseguiu mais pensar, muito menos falar.

- Moça? Moça... está tudo bem?
- Ah, ér... sim?!

Ele lhe abriu um sorriso que fez seu coração pulsar lento e intenso.

- Essa agenda é sua?
- Ai meu Deus, como sou distraída, é sim... obrigada. Ér... onde a achou?
- Eu estava saindo e vi ela cair, não sabia de onde, mas você é quem está mais perto.
- Nossa, obrigada! Você acaba de salvar a minha vida.
- Ah que isso, foi apenas uma agenda.
- É a agenda com todos os dados do meu trabalho.

Se instalou aquele silencio, qual se torna possível ouvir até o som do coração pulsando. Ele sorriu novamente e perguntou se podia fazer companhia. Carol prontamente e ainda encantada disse que sim, eles conversaram, ela descobriu que o nome do rapaz bonito e inteligente era Marcelo, ele, lhe deu opinião sobre o melhor café daquele lugar, falou sobre a cidade que para Carol, ainda era uma cidade estranha, pois havia se mudado recentemente.

- Carol, não se assuste. Mas, eu gostaria de te ver novamente. Na verdade, se fosso possível, eu não sairia daqui, muito menos deixaria você ir. Eu gostei de você, e quero te encontrar outras vezes.
- Marcelo... eu vou adorar! E você não me assustou, o que pode acontecer, você ser um serial killer?

Ambos riram e continuaram a conversa por mais algumas horas. A Carol teve que ir embora, e o Marcelo que já estava de saída quando a Carol chegou, ainda ficou por mais alguns segundos ali, sentando, vendo ela ir.

Caminhando para casa, Carol observava a lua, as estrelas, sentia o vento, os cheiros, via novamente as cores. Coisas que há algum tempo haviam sido tiradas dela. Era a magia, a mais doce e pura magia que voltara pra ela.

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