02 outubro 2014

Afinal, a que viemos?


Fazer propagandas de cigarro?
Passar por loucos incompreensíveis?
Tomar toneis de cerveja?
Se achar seres superiores e ignorar tantas informações, tantos detalhes?

Somos inevitáveis, né verdade?
É porque somos pessoas...
E tudo, tudo mesmo, é feito por pessoas.

Nós (pessoas), nos fascinamos, decepcionamos, vamos, voltamos, permanecemos, surtamos e vamos embora outra vez. Destruímos, construímos, damos desculpas esfarrapadas, alimentamos nossos monstrinhos interiores. Esperamos, vibramos, choramos, alcançamos o desejado, nos juntamos por um objetivo comum, brigamos entre nós por conta desse tal em comum, somos diferentes e nisso somos todos iguais...
Somos pessoas, ordinárias e ao mesmo tempo únicas, raras.

Uma guerra de entrelinhas, é o que somos...
Poeira de estrelas (restos de estrelas) é o que somos...
Guerrilhamos pela conquista de nós mesmos.

Somos pessoas... com novas tábuas cheias de novas leis, criadas em transes, epifanias ou acordos espúrios. Pessoas, talhadas com lâminas, sabres de luz, moldadas com esperanças e filosofias de jornal.
Guerrilhamos pela conquista de nós mesmos! Não por isso ser uma definição racional, ou um conceito de si mesmo, muito menos um grupo de sintomas e ou evidencias como referência da usurpação do si de si.

Guerrilhamos por sermos seres (pessoas), que almejam serem donos de si, reis e rainhas independentes, donos do além dos sentidos. Queremos despertar a tal divindade que se prostra em nossa cerâmica tão fragilizada. Queremos a certeza sobre nossa vida, nosso destino. Queremos a razão, queremos uma felicidade quase que utópica, algo além de liberdade, verdades doces... Queremos e pensamos ser tantas coisas, quando na verdade, depois de tantos trancos e barrancos, ficamos felizes quando conseguimos mudar as coisas que estão bagunçadas dentro da gente. Se tem uma emoção particularmente impreterível quando conseguimos arrumar nossas bagunças interiores e exteriores.

Guerrilhamos por nós mesmos e às vezes nem sabemos qual a lógica e tudo nos cai como uma individualidade cientificamente catalogada e explicada, mas, será que realmente entendemos? É uma busca por querer conhecer-se a si no mais algoz esquecimento de si.
Guerrilhamos para obter o próprio controle das pálpebras, afinal, piscar os olhos é algo tão fenomenal, então, porque não tentar ter poder sobre isso também?

Voar, voar e voar (pela sensação de liberdade)
E sucumbir de toda hesitação na solene noção de nada sabermos de fato sobre a nossa própria existência. Afinal, a quê aqui viemos?

Manueli Dias

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