11 dezembro 2014

Depois de tanto tempo, algumas verdades.



O amor não acaba!
Quando se amou de verdade um alguém, não se deixa de amar. O sentimento continua ali, guardadinho em algum canto. Já não se sente mais raiva, dor e angustias, já não se fica remoendo as palavras finais. É preferível manter apenas as boas lembranças, do que passou e talvez nunca volte... e só o fato de existir esse talvez, já é o suficiente para se pensar nas voltas que o mundo dá, e que nessas voltas, um dia, quem sabe... É bem nesse momento em que se sai da realidade e começa as divagações sobre o quanto seria bom se a pessoa ainda estivesse ali, de repente, se está pensando em como estaria a vida ao lado dela. Depois se pensa em que será que algum dia ainda vai haver a oportunidade de ver, abraçar, tocar, sentir novamente aquele outro ser. E assim, a saudade invade e preenche cada espaço da gente. Nos pegamos na torcida para que a outra pessoa ainda pense na gente. E talvez pense... outra vez o talvez!
Às vezes, as lagrimas ainda insistem em rolar pela face, mas são lagrimas de felicidade, e isso fica tão sem sentido que não se sabe explicar. Talvez seja felicidade por ter amado verdadeiramente. Por ter sentido amor e por ter dado amor.
Outra verdade é que passa tempo e mais tempo, entramos e saímos de relações, e sempre estamos à espera de acontecer o nosso tal conto de fadas, e a culpa é da Disney. Mas, quem não sonha, ainda que secretamente com seu (sua) não príncipe ou princesa porque aí também já é demais, mas sua companhia, pessoa qual se quer compartilhar a vida, que te faz transbordar e que você planeja e deseja infinitamente envelhecer junto a ela?!
O gostoso de ter amado muito alguém, de ter a consciência que esse amor ainda vive, e que na verdade, nunca vai passar, apenas vai ficar ali, quietinho, é que se pode, livremente, desejar de toda alma a felicidade, seja com quem for, ou como for, para a pessoa que sempre será amada.
Mas, o melhor mesmo, é saber que esse sentimento não faz mais mal, é só um sentimento. Um sentimento perene, mas que não impede a vida de seguir.


Manueli L. Dias, 11 Dez 2014

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