12 novembro 2015

Senhora das minhas tempestades


Ah Mãe, peço-te licença para em teu nome poder fazer poema
Não que eu seja grandiosa nessa arte, mas é que hoje, 
despertaste em mim as tempestades.

Um raio fulgura no céu, e o trovão ecoa em mim, 
explosão sem fim dos sentimentos tão confusos e presidiários daqui, coração
Espasmos trêmulos de luz, que propagam-se incansavelmente e seduz, 
céu em cores e vozes aviva-se!

Ah, são os ventos de norte e sul revirando tudo de mim, amor
Verga os bambus, levantam as folhas do cômodo chão, volvem-se,
 remexem, bailam fragmentos pelos ares. 
Agitam-se até a copa das arvores silenciosas.

São os ventos e trovões que abalam até as rochas, 
tremem os troncos fincados ao aterro de ferro... 
o céu sacode e uiva além montes;

Eu vacilo, retraio, hesito e me jogo ao teu abrigo, o coração palpita! 
E cada batida é o ecoar dos teus trovões. 
Tudo é tremor, até a terra racha-se sob teu poder. 
E caímos, até teu sopro nos levitar outra vez.

E no fim, o que vem é água... para lavar e deixar apenas o que for essencial e verídico. 
Depois o sol, para secar o que de ruim as águas do naufrágio levaram.

O que agora espero, é a próxima tempestade!






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